12 de outubro de 2009
8 de outubro de 2009
Começa assim...o que virá depois?
Não bastasse explodirem a Terra, agora a sanha destruidora dos "proprietários" do Universo atingiu a lua!
Se tudo correr bem, e no melhor das hipóteses, teremos que admitir que Nina Haggen estava certa: os ETs estão de olho e virão nos salvar...de nós mesmos!
Sempre ela...
"Somos iguais à morte. Ignorados e puros.
E bem depois (o cansaço brotando nas asas)
seremos pássaros brancos à procura de um deus."
Hilda Hilst
E bem depois (o cansaço brotando nas asas)
seremos pássaros brancos à procura de um deus."
Hilda Hilst
7 de outubro de 2009
Essa voz me enleva...e alucina.
A primeira vez em que ouvi Portishead, uma banda britânica de trip hop formada na década de 90, impressionou-me de imediato a voz de sua vocalista, Beth Gibbons. Era até difícil escutar aqueles lamentos, angustiados sussurros que atacavam diretamente a alma. Fiquei, literalmente, chapada.
Nesse estado meio deprê em que me encontro, procurei um fundo musical adequado para se enquadrar entre o por do sol e a lua cheia.
(re)Encontrei.
E abaixo, compartilho um recente achado internéctico, registro amador de um trabalho de Gibbons com o músico português (ex- Madredeus) Rodrigo Leão.
Nesse estado meio deprê em que me encontro, procurei um fundo musical adequado para se enquadrar entre o por do sol e a lua cheia.
(re)Encontrei.
E abaixo, compartilho um recente achado internéctico, registro amador de um trabalho de Gibbons com o músico português (ex- Madredeus) Rodrigo Leão.
4 de outubro de 2009
Deprê pós férias
Recém chegada de Trancoso, onde estive pela primeira vez em 1982, e de onde guardo irreparáveis saudades, resolvi ir ao cinema depois de longos meses de abstinência. Hoje assisti a dois documentários muito bons no Festival do Rio: "Árvores com Figos", classificado como gay por tratar sobre Aids, do canadense John Greyson, e "Uma moda Transgressora", do alemão Marco Wilms, sobre jovens envolvidos com moda alternativa na Alemanha Oriental lá nos idos de 80.
E é esse último que me faz voltar a esse abandonado blog. Não pelo filme em si, mas pelo que me disse o diretor quando perguntei sobre as saudades que ali transbordam a 24 quadros por segundo, como se falta ele sentisse dos anos de repressão: "-Não é exatamente do estado das coisas de que sinto falta, mas da juventude".
Bingo. É isso mesmo. Enquanto andava pelas praias de Trancoso e olhava com sentimentos apocalípticos para aquela mata ainda preservada, mas já no corredor da morte, ou quando sentava no Quadrado e observava a turistada predatória esvoaçando em bandos barulhentos pelas inúmeras lojas e restaurantes, era por mim mesma que ensaiava um choro sem lágrimas. Era em meu Nome que minha alma cantava o blues, e não pela Bahia, e não pelo planeta.
Minhas saudades, traduzo agora, vibram pela minha esperança que se desmorona a cada dia, pela minha fé que se torna atéia, pelos meus sonhos cada vez mais esquecidos e desacreditados.
A minha tristeza não era pela raça humana, mas pelo meu corpo decadente, pelo fôlego que se encurta, pelo tesão que fica pra depois do cansaço interminável...
A grande diferença entre a Trancoso dos anos 80 e a de hoje, não é cidade e suas transformações: sou eu e o meu olhar.
Envelhecer é uma merda!
21 de agosto de 2009
Derrame
Gosto de palavras.
De sons e palavras.
De sons de palavras
De palavras em som...
Trissílabas. Monossílabas.
Gosto de quebra
De para/digmas.
De várzea, rastro e borboleta
Gosto da palavra concreta
Da palavra porreta
que envolve qual manta.
Monta, tonta, tantra
Gosto de Mantra.
E do sabor de saber
da liga que rima com imã:
Você.
De sons e palavras.
De sons de palavras
De palavras em som...
Trissílabas. Monossílabas.
Gosto de quebra
De para/digmas.
De várzea, rastro e borboleta
Gosto da palavra concreta
Da palavra porreta
que envolve qual manta.
Monta, tonta, tantra
Gosto de Mantra.
E do sabor de saber
da liga que rima com imã:
Você.
18 de agosto de 2009
Sterlac
Sterlac é um artista/performer/cientista/pensador australiano que intriga por sua postura quase filosófica de encarar e traduzir a contemporaneidade.
Para além de artista plástico, Sterlac pensa a nova relação corpo-tecnologia, psiquê-biologia, para chegar ao pós-humano, um espaço onde as distinções metafíscas (alma e corpo) se deixam ultrapassar pela preocupação com as novas possibilidades de construção corporal - corpo esse, segundo o próprio, já absolutamente obsoleto.

Transformação, essa é a nova palavra de ordem. Cyborg, esse é o novo Homem que se avizinha. Liberdade total e irrestrita, o novo paradigma para que possamos assumir a propriedade do que temos de mais nosso: o corpo.
A questão que Sterlac coloca (e provoca...) é tão simples, quanto pirante: "O CORPO DEVE IRROMPER DE SEUS LIMITES BIOLÓGICOS, CULTURAIS E PLANETÁRIOS. A LIBERDADE FUNDAMENTAL É A POSSIBILIDADE DOS INDIVÍDUOS PODEREM DETERMINAR O DESTINO DE SEU PRÓPRIO DNA".
E, pensando bem, estamos realmente vivenciando a aurora desses tempos, quando nosso frágil corpinho pele-carne-osso não mais será suficiente para carregar a quantidade de informação a que temos direito. Se os velhos marca-passos já revolucionaram ao controlar os batimentos cardíacos "naturais", o que dizer de todas as próteses, transplantes, implantes, membros artificiais?

Imaginemos o mundo daqui há...50 anos? 70 anos? Facilmente consigo pensar em chips cerebrais, em um homem com quatro braços, em teletransporte, telepatia internéctica. A informação implantada em nossa mente, uma hiper-ligação entre o pensamento e o Google. Nem os Jetsons foram tão longe...
Abaixo, a performance (?) mais polêmica de Sterlac: custou-lhe dez anos até encontrar um cirurgião que concordasse, mas finalmente ele conseguiu implantar uma orelha em seu braço. O objetivo final é o de colocar um microfone ligado a um transmissor bluetooth de modo que a orelha implantada transmita o que o braço "ouve", via Internet, para quem se interessar possa.
Achei genial. Louco, e genial.
Para além de artista plástico, Sterlac pensa a nova relação corpo-tecnologia, psiquê-biologia, para chegar ao pós-humano, um espaço onde as distinções metafíscas (alma e corpo) se deixam ultrapassar pela preocupação com as novas possibilidades de construção corporal - corpo esse, segundo o próprio, já absolutamente obsoleto.

Transformação, essa é a nova palavra de ordem. Cyborg, esse é o novo Homem que se avizinha. Liberdade total e irrestrita, o novo paradigma para que possamos assumir a propriedade do que temos de mais nosso: o corpo.
A questão que Sterlac coloca (e provoca...) é tão simples, quanto pirante: "O CORPO DEVE IRROMPER DE SEUS LIMITES BIOLÓGICOS, CULTURAIS E PLANETÁRIOS. A LIBERDADE FUNDAMENTAL É A POSSIBILIDADE DOS INDIVÍDUOS PODEREM DETERMINAR O DESTINO DE SEU PRÓPRIO DNA".
E, pensando bem, estamos realmente vivenciando a aurora desses tempos, quando nosso frágil corpinho pele-carne-osso não mais será suficiente para carregar a quantidade de informação a que temos direito. Se os velhos marca-passos já revolucionaram ao controlar os batimentos cardíacos "naturais", o que dizer de todas as próteses, transplantes, implantes, membros artificiais?

Imaginemos o mundo daqui há...50 anos? 70 anos? Facilmente consigo pensar em chips cerebrais, em um homem com quatro braços, em teletransporte, telepatia internéctica. A informação implantada em nossa mente, uma hiper-ligação entre o pensamento e o Google. Nem os Jetsons foram tão longe...
Abaixo, a performance (?) mais polêmica de Sterlac: custou-lhe dez anos até encontrar um cirurgião que concordasse, mas finalmente ele conseguiu implantar uma orelha em seu braço. O objetivo final é o de colocar um microfone ligado a um transmissor bluetooth de modo que a orelha implantada transmita o que o braço "ouve", via Internet, para quem se interessar possa.
Achei genial. Louco, e genial.
17 de agosto de 2009
CallmeKat
Ainda ouviremos falar da dinamarquesa Katrine Ottosen, o elo perdido entre Bjork e Suzane Vega. Uma grata descoberta nesses mares sonoros virtuais.
Acendam velas, um bom vinho tinto também cai bem.
Enjoy...
Acendam velas, um bom vinho tinto também cai bem.
Enjoy...
14 de agosto de 2009
Assim, sim.
Há alguns dias deparei-me com o video abaixo. Achei graça, simpático e tal, mas não pensei em postá-lo. Por essas casualidades (será?)da vida, encontrei-o novamente num outro blog e aí, sim, dada as informações obtidas então, e como linka com o livro sobre o qual comentei ali embaixo à respeito da Internet, decidi-me a compartilhar o dito:
A brincadeira rendeu nada menos do que 12 milhões de acessos!!! Não bastasse isso, os protagonistas ainda se transformaram em notícia, e reproduziram a performance num programa de tv (os interessados podem procurar no Youtube "Jill and Kevin's").
O mais engraçado, porém, fica por conta do video a seguir: a interpretação da fatídica hora do divórcio.
Está lançada, pois, a idéia para futuros nubentes ansiosos por celebrizarem o sim, e o fim, de seu amor...
A brincadeira rendeu nada menos do que 12 milhões de acessos!!! Não bastasse isso, os protagonistas ainda se transformaram em notícia, e reproduziram a performance num programa de tv (os interessados podem procurar no Youtube "Jill and Kevin's").
O mais engraçado, porém, fica por conta do video a seguir: a interpretação da fatídica hora do divórcio.
Está lançada, pois, a idéia para futuros nubentes ansiosos por celebrizarem o sim, e o fim, de seu amor...
13 de agosto de 2009
7 de agosto de 2009
Só, a rima
Me encontrei assim...vazia
Nem rock, nem sinfonia.
Vinho sem rosca
Aranha sem mosca
Só...e andorinha.
E até que foi normal esse dia:
malhação, depilação,
Tédio e paralisia.
Mais para cicuta
Do que caipirinha.
6 de agosto de 2009
Vagabunda, eu?!
Essa abaixo é a pop banda inglesa Pulp, apenas recentemente, confesso, descoberta por mim...
Será delírio meu, ou há ecos de Lou, Iggy e Bowie pairando no ar desses acordes tão raivosos, quanto líricos?
Já há alguns anos que seu mentor, Jarvis Cocker, está em carreira solo. Compartilho, aqui, meu novo amor (impressionante a capacidade elástica de minhas paixões!).
Será delírio meu, ou há ecos de Lou, Iggy e Bowie pairando no ar desses acordes tão raivosos, quanto líricos?
Já há alguns anos que seu mentor, Jarvis Cocker, está em carreira solo. Compartilho, aqui, meu novo amor (impressionante a capacidade elástica de minhas paixões!).
5 de agosto de 2009
Dói em mim...

Estou lendo um livro bem interessante e que recomendo àqueles curiosos em entender as mudanças pelas quais a raça humana passa em seu trajeto rumo à extinção: "O Show do Eu"(Nova Fronteira, 2008), da professora e pesquisadora da UFF, Paula Sibilia. Como o nome indica, ele trata da Internet enquanto um fenômeno sócio-psicológico, um espaço onde nós todos, usuários constantes, blogueiros, twitteiros, orkuteiros e que tais, nos expomos e, de certa forma, nos (re)construimos, gerando assim "um verdadeiro festival de vidas privadas que se oferecem despudoradamente aos olhares do mundo inteiro".
Se no século XIX o verbo de ordem era o "ser", o século XX trouxe uma nova revelação e o "ter" se tornou o grande barato humano.
E esse novo tempo que se avizinha, esse século XXI, ela diz, traz a grande novidade: nem o "ser", nem o "ter", mas o "parecer".
Não me aterei a discorrer sobre o conteúdo do livro, até porque estou apenas começando a leitura, mas deixo aqui alguns dados que me surpreenderam bastante e que dão o que pensar:
-Em números absolutos, o Brasil é o 5o. país no mundo cujos habitantes acessam de algum modo a Internet (40 milhões de pessoas).
-Os blogues começaram a aparecer no finzinho dos anos 90 e, quatro anos depois, mais ou menos em 2004, já existiam 3 milhões ao redor do planeta. Em 2005 já eram 11 milhões. Atualmente, somos uma turminha de 100 milhões de blogueiros, cifra que aumenta em 3 a cada 2 segundos!!
-O Youtube recebe 100 milhões de visitantes por dia, que assistem 70 mil videos por minuto.
Não lhes parece angustiante? Ou, antes, não frustra saber que, ao mesmo tempo em que nunca foi tão fácil acessar tantos conteúdos, tantas histórias, tantas imagens, paradoxalmente nunca conseguiremos dar conta de nem um milionésimo dessas possibilidades de conhecimento?
Não rola a amarga sensação de estarmos perdendo o melhor da festa?
2 de agosto de 2009
Cristo salva?
Em que pese a utilidade dos credos e das crendices para quem Acredita, fico aqui no meu cantinho só observando as mazelas que se vive em nome do Senhor.
Ao sair do trabalho outro dia, encontrei alguns seguidores de alguma seita/corrente/congregação(?), cristã com certeza, que saem pelas ruas da Lapa vestidos com túnica marrom amarrada na cintura, velhos chinelos franciscanos, cabelos (muito mal)cortados bem rente, olhar tipo "esgazeado" (sempre quis usar essa palavra! Nem sei se é a exata para o momento, mas foi a que me ocorreu).
Alguns muito jovens, imagino que em torno de seus 20 anos, eles até se prestam a nobres serviços, tipo fazer a higiene dos mendigos que pululam na área e, eu os segui por alguns instantes só por curiosidade, no supermercado dizem coisas como "o senhor é bom", ou "o senhor é grande" a cada pedaço de mortadela ou saco de pão que compravam.
Opção não se discute, ok, cada um sabe a dor e a delícia etc etc, mas o que será que se passa na cabeça dessas quase crianças para optarem por um tipo de vida de segregação? Ao se imputarem semi-andrajos como vestimenta, a não vaidade absoluta, ao se relacionarem na intimidade apenas com seus iguais, não estariam elas também indo contra a...ahn...vida que "o Senhor", afinal, para o bem, ou para o mal, nos deu condição de criar?
Estudei em colégio de freiras, algumas à moda antiga, e várias vezes me surpreendeu uma certa "maldadezinha" que nos chegava em forma de castigos, de absurdos como o de dizer a uma criança que se comesse o sal do fundo do saquinho de pipoca o xixi ia sangrar!! Culpa, sempre ela. Culpa por ser mulher e menstruar, culpa por ter dinheiro, culpa por ser bagunceira, culpa por gostar de dançar, culpa por querer dar beijo na boca...Culpa por estar viva, caralho!
Não é sem motivos que não gosto de religiões e das vilanias que se comete em nome de Deus.
E foi com absoluta convicção que, ao me formar pela Pontifícia Universidade Católica, coloquei na lapela um bottom onde estava escrito "I Survived a Catholic School".
Ao sair do trabalho outro dia, encontrei alguns seguidores de alguma seita/corrente/congregação(?), cristã com certeza, que saem pelas ruas da Lapa vestidos com túnica marrom amarrada na cintura, velhos chinelos franciscanos, cabelos (muito mal)cortados bem rente, olhar tipo "esgazeado" (sempre quis usar essa palavra! Nem sei se é a exata para o momento, mas foi a que me ocorreu).
Alguns muito jovens, imagino que em torno de seus 20 anos, eles até se prestam a nobres serviços, tipo fazer a higiene dos mendigos que pululam na área e, eu os segui por alguns instantes só por curiosidade, no supermercado dizem coisas como "o senhor é bom", ou "o senhor é grande" a cada pedaço de mortadela ou saco de pão que compravam.
Opção não se discute, ok, cada um sabe a dor e a delícia etc etc, mas o que será que se passa na cabeça dessas quase crianças para optarem por um tipo de vida de segregação? Ao se imputarem semi-andrajos como vestimenta, a não vaidade absoluta, ao se relacionarem na intimidade apenas com seus iguais, não estariam elas também indo contra a...ahn...vida que "o Senhor", afinal, para o bem, ou para o mal, nos deu condição de criar?
Estudei em colégio de freiras, algumas à moda antiga, e várias vezes me surpreendeu uma certa "maldadezinha" que nos chegava em forma de castigos, de absurdos como o de dizer a uma criança que se comesse o sal do fundo do saquinho de pipoca o xixi ia sangrar!! Culpa, sempre ela. Culpa por ser mulher e menstruar, culpa por ter dinheiro, culpa por ser bagunceira, culpa por gostar de dançar, culpa por querer dar beijo na boca...Culpa por estar viva, caralho!
Não é sem motivos que não gosto de religiões e das vilanias que se comete em nome de Deus.
E foi com absoluta convicção que, ao me formar pela Pontifícia Universidade Católica, coloquei na lapela um bottom onde estava escrito "I Survived a Catholic School".
30 de julho de 2009
Vive la diference
Está rolando uma discussão interessante sobre "o que é o que não é racismo" a partir de um mensagem no twitter do Danilo Gentili, um dos men in black do programa-sensação CQC: ao assistir King Kong, lhe veio um insight sobre o fato do macaco em questão ser o "elo perdido" (essa interpretação é minha) dos jogadores de futebol, que, quando famosos, sempre acabam ficando com loiras.
Comentário exposto, um mar de indignação anti racista se levantou em ressaca das boas e o repórter in black se espantou (tadinho, tão ingênuo...).
Mas o que me interessa não é o Gentili, nem o King Kong, mas o bafafa que a toda hora um comentário desse tipo causa. E como essa onda de politicamente correto abafa a possibilidade do riso e da graça. E como causas justas, como a revolta dos negros perante o racismo que insiste em resistir, ficam submersas na irritante seriedade imposta, no "não-fale-assim-que-eles-podem-não-gostar".
E, pior ainda, como se "macaco" fosse necessariamente sinal de negritude. E, mesmo em sendo, constituir um sinal de desrespeito.
Francamente! Quantas vezes homens negros, brancos, mamelucos e todos mais não se referiram à determindas mulheres como "uma verdadeira potranca"? Nunca entendi muito bem essa analogia, confesso, mas é possível que alguma mulher não goste da comparação. Ou que a potranca, se falar pudesse, relinchasse indignada ao se ver comparada a uma...mulher?!
Cadê o IBAMA que não se pronuncia?
Imagino o Tony Ramos, paradigma de seres cabeludos, ao ser informado de que é desrespeito as piadas que fazem com seu natural vison...
Cego agora é portador de deficiência visual. Surdo, portador de deficiência auditiva. Sinceramente? Prefiro ser diabética a "portadora de necessidades especiais"...
Aliás, voltando ao parágrafo inicial, jogadores de futebol são todos negros? Ou seriam, antes, peludos? Ou, ainda, enormes? Ou atletas? Ou sensíveis a ponto de se arriscarem contra toda sorte de perigos para salvar a amada?
E ficar com loiras é sinal de status, ou de estupidez? Ou ambos? Afinal, o macaco é burro, ou um afortunado?
Enquanto morena, estou pensando em me revoltar contra essa onda dos homens preferirem as loiras!
O politicamente correto tem lá suas razões, é certo, mas não poderá nunca abafar as diferenças que existem (e gracias por isso) entre as etnias. Entre os seres vivos. Entre o morro e o asfalto. Entre o futebol e o basquete, entre o mocassim e o tênis (e onde é que eu fui socialmente incorreta nessas afirmações, heim? Quantas leituras serão possíveis nessa frase?).
Pelamordedeus! Sejamos menos radicais, mais leves, mais bem humorados. Chamar alguém de "negão" não é desrespeito. De canalha, é. Chamar de "maluco", como a gíria, não é desrespeito. De "corrupto", é.
Não são necessariamente as palavras que ofendem, mas o tom com que são proferidas. Até "boazinha", de acordo com o contexto, pode ser ofensivo.
Será que a anta vai se ofender se eu citar seu nome em vão?!
28 de julho de 2009
Antropofagia
Dizem que o rock morreu...só se for alhures. Aqui na terrinha, ele se molda, se transforma, se enrosca e carnavaliza.
Yes, we heavy samba...
E viva o povo brasileiro!!!!
24 de julho de 2009
Chove lá fora e aqui...
Para quem não conhece, esse aí de cima é o vocalista do Radiohead, a banda que me cativa nesse início de século.
Chove nessa sexta-feira sem eira nem beira e só mesmo reputando à sorte do Tigre encontrar essa postagem em outras plagas distantes d'além mar, para trazê-la para perto e acalentar a chuva que insiste em não parar aqui dentro do meu quarto, aqui dentro de mim.
Regozijem-se todos. Deus sabe cantar.
Noturno
Eu vou digerir você num bife de botequim,
Bom barato e vulgar
Vou vomitar palavras que soltei ao vento
Preces que rezei aos santos
Desejos que derramei aos prantos.
(Salivas que gastei em beijos)
“Poderiam ser cotovias
No arauto das manhãs...”
Poderia ser princesa
Puta, virgem
Cortesã
Cama, mesa, empregada,
Luz da vida, morte estrelada
O que te coubesse na paixão
Outrora assim anunciada
(Ah, os desejos que ousei! )
Burro, Covarde
Calhorda, babacaaaaa!
(Quisera aquela borboleta...)
Estou indo embora, baby.
Goodbye stranger...
(Aquela mesma despedida de Sempre
sob um Noturno de Chopin)
23 de julho de 2009
É para você, imã da madrugada...
"...É assim mesmo, eu disse. O mundo fora de minha cabeça tem janelas, telhados, nuvens e aqueles bichos brancos lá embaixo. Sobre eles, não se detenha demasiado, pois correrá o risco de transpassá-los com o olhar ou ver neles o que eles próprios não vêem, e isso seria tão perigoso para ti quanto para mim violar sepulcros seculares, mas, sendo uma borboleta, não será muito difícil evitá-lo: bastará esvoaçar sobre as cabeças, nunca pousar nelas, pois pousando correrás o risco de ser novamente envolvida pelos cabelos e reabsorvida pelos cérebros pantanosos e, se isso for inevitável, por descuido ou aventura, não deverás te torturar demasiado, de nada adiantaria, procura acalmar-te e deslizar pra dentro dos tais cérebros o mais suavemente possível, para não seres triturada pelas arestas dos pensamentos, e tudo é natural, basta não teres medos excessivos. trata-se apenas de preservar o azul das tuas asas."
Uma História de Borboletas (fragmento)
Caio Fernando Abreu
19 de julho de 2009
Livre pensar...

"A verdadeira origem da descoberta consiste não em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos".
Ao me deparar hoje com essa frase, juntei com alguns acontecimentos recentes e fiquei a pensar que com pessoas é assim também: de tanto conhecê-las, desconhecemos. E seguimos passando na batida por sinais quase imperceptíveis, imersos na pretensão de que somos capazes de definir o que vai na alma do outro, de que já fizemos todas as traduções possíveis desse outro.
Burrice recorrente. Ninguém conhece totalmente alguém, até porque estamos todos em permanente mutação, gracias aos céus!
Às vezes é preciso mudar o foco. Somos míopes demais, enxergamos demais o que é visível. Só percebemos o palpável, a terra e o fogo, o sim e o não, enquanto que a beleza maior se esconde e é maleável: está no ar, no talvez, nas reticências.
No não dito, no pré-sentido, no centro do olho do furacão.
(E, claro, no gosto de um beijo roubado à beira do mar...)
PS: a citação e a foto são de Marcel Proust, escritor francês modernista que gastou mais de 4 mil páginas em busca do tempo perdido...
Piadinha linguística para um final de domingo sem graça ...
16 de julho de 2009
Ride Pagliacci
15 de julho de 2009
Stoned Stones will never die
Ainda imbuída do mais profundo espírito rock'n roll renascido nas chagas das saudades do que não vivi (!), deixo aqui um registro do tempo.
(e Beatles é o cacete!!)
14 de julho de 2009
Amei isso
Ao pesquisar sobre o tema Mito, fui obrigada a buscar o livro "O Poder do Mito", uma longa entrevista de Joseph Campbell concedida ao jornalista Bill Moyers entre 1985 e 1986. Campbell foi um pesquisador, professor e escritor que considerava a mitologia "o canto do universo; a música da imaginação inspirada nas energias do corpo".
Desse livro, transcrevo as palavras abaixo.
"Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e da nossa realidade mais íntima. De modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos"
Desse livro, transcrevo as palavras abaixo.
"Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e da nossa realidade mais íntima. De modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos"
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